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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

#Na Rua Especial


Emanuel Rosa
https://pixabay.com/pt/photos/%C3%A1rvore-no-tribunal-de-nenhum-homem-3144726/
Em uma praça sozinho
Encontra-se Emanuel Rosa
Espera um amigo
Enquanto escreve uma prosa.

Ele começa a rascunhar
Sobre as flores que brotam
O inspiram a sonhar
Em pessoas e em quem votam.

Ele começa a rascunhar
Sobre as crianças que brincam
O inspiram a sonhar
Sobre o mundo em que habitam.

Ele começa a rascunhar
Sobre a terra molhada
Que o inspira a sonhar
Na intensa caçada.

Ele tem tudo planejado
Mas nunca será posto à prova
Seu “amigo” tem recém chegado
Pobre Emanuel Rosa.
Kaynã
Equipe Imprensa Jovem

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

#Na Rua Especial


Ataque furtivo
Um garoto sentado
Quase por completo parado,
Não contava que alado
Viria seu inimigo calado.

Ele pousa em seu braço
Não sendo identificado
Seria uma barata, aranha ou rato?
O rapaz atenta-se apavorado.

Assim começa uma guerra
Ele bate, rebate e até debate.
Uma batalha férrea
Termina enfim num empate.

A criatura desaparece na sombra
Sem quatro pernas ou cinco,
O menino coça implacavelmente a boca
Desejando ter continuado distraído.
Kaynã
Equipe Imprensa Jovem do Maurício

domingo, 13 de outubro de 2019

#Na Rua Especial



Transtorno Carlos Armando
Carlos Armando tinha uma profissão de alto risco, todos os dias tinha de lidar com feras que não conseguia domar, viajava incontáveis quilômetros por míseros espólios. Carlos era professor.
Senhor Armando, apesar de constantemente aborrecido, tentava manter a imagem de “cara legal” forçando sorrisos assustadores e fazendo movimentos exagerados.
Mesmo levando isso em conta, havia uma ocasião anual que nem mesmo com toda a sua força de vontade ele era capaz de soltar um riso: A Semana TCA.
Carlos era responsável por dar conclusão a todos os Trabalhos Colaborativos Autorais, recebeu essa tarefa graças ao Ph.D. em Word que obtivera de maneira natural nos seus anos de faculdade.
Para ele, era muito difícil suportar o fessô Carlito pra cá ou profê Armando pra lá.
-Carlito! Esse texto tá bom?
-Carlito! Me ajuda com os dados?
-Carlito! Me empresta um carregador?
Essas falas eram frequentemente ditas pelos alunos do 9°A.
Carlos tinha controle da situação, conseguiu aguentar os incômodos enquanto estava ocupado e até mesmo os murmúrios que o ofendia. Porém, um simples questionamento o fez perder a cabeça:
-O que é TCA?
A recente epifania resultou em gozações à mãe do diretor e palavras que não ouso incluir neste conto, incluirei apenas a exclamação relevante:
-Eu me demito! - disse com firmeza.
Na manhã seguinte o professor estava lá para orientar o 9°B. Reza à lenda que o estudante despreocupado ainda procura saber o que é um TCA.
Observação:
Gostaria de desejar um Feliz Dia do Professor e que todos possam continuar tendo paciência com perguntas que já foram respondidas mil vezes.
Kaynã
Equipe Imprensa Jovem do Maurício

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

#Na Rua Especial


A conspiração – parte 3
Daniel repensava o plano inteiro que lhe fora passado somente na véspera do grande dia, isto enquanto olhava para o dia escaldante do interior do carro enferrujado de Leopoldo.
            O plano era simples, porém, arriscado. Leopoldo se entrosaria entre os pintores que estavam retocando o vívido vermelho do supermercado, o macacão sujo e um daqueles “cintos de utilidades” (dos quais eu não tenho conhecimento da denominação correta) bastavam para se misturar entre os desatentos trabalhadores. Quando questionado, Leopoldo revelou-se um mestre dos disfarces, nem sequer era um morador de rua, apenas um aposentado com muito tempo livre.
            A descoberta quase fizera Daniel desistir do plano, pode não aparentar grande caso, mas consideramos que os motivos do jovem ter dado ouvidos ao velho em primeiro lugar indo a busca por conhecimento e principalmente a compaixão, a sensação de poder ser o último ouvinte das diversas histórias que apenas uma alma fatigada pode oferecer alegrava Daniel. Além disso, as constantes palavras de baixo calão (digamos assim) que eram direcionadas aos supostos inimigos de Leopoldo pelo próprio, estavam começando a dar nos nervos do rapaz, que estava fazendo aquilo pela aventura, não para declarar guerra aos soviéticos ou algo do tipo.
            Uma breve ida ao melhor “podrão” (cachorro quente para leigos) foi o suficiente para Daniel afundar muitas mágoas, mas ainda assim, Leopoldo precisou resolver a questão das ofensas:
            - O que você quer que eu faça? Um pote das palavras ruins? – Sugeriu ironicamente.
            - Boa ideia – Respondeu Daniel surpreendentemente sério.   
            Para aqueles que não estão familiarizados com o conceito, o pote recebe dez reais a cada palavra chula evocada. Esse orçamento foi responsável por financiar os equipamentos usados na missão.
            Retomando o mirabolante plano, ainda não foi explicada a tarefa de Daniel, o garoto entraria discretamente na barraca do Ragazzo (que não estava funcionando na ocasião) através de uma suspeita mala deixada por Leopoldo, pois apesar de incrível, o cinto de utilidades não tinha espaço para adolescentes. Por sorte, Leopoldo passaria despercebido pelos pintores exaustos.
            Resumidamente, Daniel tinha dois deveres: se infiltrar e investigar a recente construção verde e chegar em casa antes de sua mãe retornar de uma viagem à trabalho.
            Ele estava determinado!
                                                                                                                      Continua...
Kaynã
Equipe Imprensa Jovem do Maurício

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

#Na Rua Especial


Alguém acenda as luzes
https://pixabay.com/pt/photos/l%C3%A2mpada-luz-crep%C3%BAsculo-nuvens-3733311/
Uma vida perfeita
Para mim nada falta
Minha alma permanece satisfeita
Com a atual sala iluminada.

A constante luminosidade
Vem a se tornar instável
Uma possível calamidade
É revelada através da piscada invariável.

Provável defeito do disjuntor
Causa o repentino blecaute
O frio substitui o calor
Espero que não se atrase o resgate.

Já aguardei tempo demais
Creio que preciso clamar suporte
Andando com tropeços em metais
Chego a tempo de pedir acorde.

Com força, grito para o corredor:
“Ascendam as luzes!” de maneira intuitiva.
Meu ser enche-se de pavor
Ao receber vossa devolutiva.

“Falta de surra”
“Isso é frescura”
Com força me empurra
Para a sala escura.
Kaynã
Equipe Imprensa Jovem do Maurício

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

#Na Rua Especial


Perseguição Implacável
https://pixabay.com/pt/photos/homens-andar-sair-uma-pessoa-3894423/

Na estrada eu vou sozinho
Dirigindo meu sprinter trueno,
De uma lombada no caminho
Passo como se fosse feno.

Não ando só, de fato
Isso é figura de linguagem,
Uma multidão  sinto pelo tato
Mesmo passando pela margem.

Em meio a tanta gente
O vejo totalmente calado
Na verdade isto é hipérbole,
Pois seu contexto é abstrato.

Ele corre
Ele acelera
Ninguém me socorre
Na gigante aresta.

Logo acordo num estranho recinto
Cheiro de pecado, textura de carne moída
Não me sinto mais limpo
Sofri outra recaída.
Kaynã
Equipe Imprensa Jovem

sábado, 7 de setembro de 2019

#Na Rua Especial


Em chamas
https://pixabay.com/pt/photos/blaze-fogo-selvagem-sol-queimadura-866440/

Temos nossa floresta
Sempre dela, nós cuidamos
Entregando as promessas
De seus recursos, não abusamos.

Hoje ela está em chamas
Não há motivo para preocupação
Não são chamas como outras tantas
São na verdade, de agitação.

Então vamos nos levantar
Absorver a alegria selvagem
Só deixaremos de a visitar
Para preservar a tua imagem.

Do que você suspeita?
Pra que tanta comoção?
Acredita numa Ceita!
Teoria da conspiração!

Nem tente espalhar calúnia
Receberá apenas descontentamento
Isso não é ameaça ou censura
É puro aconselhamento.
Kaynã
Equipe Imprensa Jovem do Maurício

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

#Na Rua Especial


A conspiração parte 2

https://pixabay.com/pt/photos/pessoas-sem-abrigo-masculino-1550501/
Ao contrário do que muitos fariam, Daniel deu atenção ao velho, o rapaz gostava de buscar conhecimento nos lugares mais inesperados, já ouvira relatos impressionantes sobre orgulho e até mesmo boas ideias politicas todas vinda de pessoas modestas.
-Primeiramente deixe eu me apresentar, Leopoldo Oliveira é o nome – iniciou o mendigo com indiferença – e estudo este “supermercado” há anos...
- Que perda de temp- começou a comentar Daniel.
- Não me interrompa – Leopoldo o impede de terminar a frase ainda com indiferença – todo esse tempo foi investido para que eu pudesse passar a ti sua importante tarefa.
- Por que eu?
- Acaso.
- Ah.
Apesar de o jovem demonstrar desapontamento Leopoldo sabia que isso tinha sido o suficiente para prender a sua atenção, ainda assim ele disparou uma frase de impacto para Daniel que acabou por fazê-lo sentir-se obrigado a cumprir sua missão.
- O futuro da tua pátria está em jogo! – fora a primeira vez que o timbre do velho desviou da indiferença e seu rosto demonstrara um pouco de emoção- você já ouviu falar algo sobre a guerra fria?
- Claro! Foi uma guerra de espionagem entre os EUA e a antiga URSS, teve um fim quando os americanos enviaram um astronauta à lua.
- Garoto, eu nunca ouvi tanta baboseira uma só sentença – Repreendeu fortemente o idoso (apesar do fato de ele já ter ouvido bastante asneira) –em primeiro lugar uma guerra não acaba dessa forma, com uma conquista, elas são estruturadas através da morte destruição, portanto tem de acabar da mesma forma.
- Mas a guerra fria foi só uma corrida armamentista.
- Foi você mesmo quem mencionou a palavra espionagem, não se vê o James Bond anunciando sua profissão.
- Eu vejo sim na verdade - murmurou Daniel.
Agora você fez eu me perder... – pausa de dezenas de segundos – ah é! A guerra fria não é lutada apenas por americanos e soviéticos com você disse.
- Até por que a União Soviética acabou. – observou o sagaz moleque.
- Céus! O que estão ensinando nas escolas? – exclamou o sábio senhor de idade – a URSS não acabou, apenas se quebrou, espalhando seus cacos repugnantes e sua ideologia furada mundo afora. E nós, como os bons patriotas que somos, temos que expulsar esses comunas...
Kaynã
Equipe Imprensa Jovem do Maurício

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

#Na Rua Especial


Um olhar cronista
Ainda hoje me lembro do meu primeiro bloqueio criativo, era o aniversário da minha mãe, além do presente pensei em fazer uma carta. A ideia ficou somente em minha mente, pois na execução fiquei apenas encarando um pedaço de papel rosa esperando que ele fizesse o trabalho sozinho. A sensação de acabar copiando um poema do Drummond para a própria mão é horrivelmente humilhante.
            Atualmente passo por um bloqueio muito pior motivado por uma simples tarefa: observar e escrever sobre o povo. Passei uma semana encarando as pessoas como um maluco e tudo que elas respondiam era um vazio “bom dia”. Comecei a culpar o mundo por não ser interessante, simplesmente não consegui enxergar uma história por trás de um cumprimento tão sem graça. Foi então que percebi, estava na mesma situação do papelzinho rosa, acusando o instrumento e não seu manejador.
            Notei que não consegui escrever sobre os idosos rindo por que não busquei saber o motivo da gargalhada, não escrevi sobre os meninos brigando pela pipa porque não ouvi os xingamentos.
            Terminando a minha divagação, passei a observar uma nova crônica nascendo, dessa vez com outro olhar.
            - Me empurra moço! – Exclamou um garoto de aspecto sujo com as roupas esfarrapadas extremamente alegre sob um triciclo de brinquedo. Parecia exausto por tentar pedalar sozinho, ofegante e encharcado de suor.
            - Sem tempo. – Respondeu de maneira desleixada o rapaz que passava por perto sem tirar o rosto do celular remendado.
            Pensei por muito tempo o que poderia ter engatilhado a reação do sujeito, deixando aquele garoto para trás sem sequer dirigir-lhe o olhar, não estava vestido para uma entrevista de emprego e muito menos para um encontro. Perguntei-me também, com quem ele estava conversando no celular? Era importante ao ponto de arriscar literalmente a própria vida? Provavelmente não.
            Por fim percebi que não queria aquela mesma existência, procurava um olhar como aquele que eu tinha naquele momento, para ver o mundo mais detalhado e poético, um olhar cronista.
Kaynã
Equipe Imprensa Jovem do Maurício

quarta-feira, 31 de julho de 2019

#Na Rua Especial


A conspiração- Parte 1
Photo by Jordan Rowland on Unsplash
https://unsplash.com/photos/WtllOYrN70E

Daniel era um jovem cidadão da Cidade Tiradentes, e como de costume em um típico dia cinco, ele estava se arrastando pelas ruas do bairro em direção ao supermercado Extra para fazer as compras por sua mãe: “não se distraia” disse a mãe mesmo sabendo que as palavras entrariam num ouvido de seu filho e sairiam no outro como descobriremos mais tarde.
Chegando ao supermercado Daniel não demorou a riscar todos os itens da lista de sua mãe, praticava o esporte de ser o “faz-tudo” há anos. Saindo do Extra Daniel estava irradiando alegria, pois de acordo com a primeira regra do faz-tudo, o troco das compras era um tipo de gorjeta para Daniel, e aquela era uma gorjeta recheada. Após uma longa reflexão, Daniel decidiu estrear a nova barraca do Ragazzo, que ficava colado no mercado.
Nesse momento, Daniel percebeu duas coisas peculiares na recente barraquinha, em primeiro lugar os atendentes tinham um sotaque similar àquele que Daniel costumava a ver em filmes com a temática guerra fria, e em segundo, o lugar parecia ter monitores demais para fazer coxinha.
O cheiro de fritura que seu pacote exalava foi o suficiente para desviar a atenção do rapaz, mas isso não durou por muito tempo, um velho morador de rua que só não lhe lembrava mais o Papai Noel pela ausência de roupas vermelhas chamou pelo garoto:
-Além de fome vejo curiosidade em seus olhos, acomode-se garoto, tenho uma longa história que preciso compartilhar...
Kaynã
Equipe Imprensa Jovem do Maurício

domingo, 16 de junho de 2019

#Na Rua Especial


Selvageria da cidade
https://pixabay.com/pt/photos/segredo-floresta-trevas-natureza-3120483/

Somos como as árvores
O prato, criamos
As regras são simples
Preservar nossos ramos;

Corríamos livres
Um formigamento no pescoço
Não sinto minha íris
Caio no sono;

Lentamente desperto
Estou em exposição
Seres me olham com falso afeto
Meu faro está farto de ração;

Aos poucos me sufocam
Tentam me domesticar
Fingem que me acatam
Decido então lutar;

Solto nas ruas
Uma mata peculiar
Deduzo sob minhas patas
Meu destino é por aqui vagar.
Kaynã
Imprensa Jovem do Maurício

segunda-feira, 3 de junho de 2019

#Na Rua Especial


Papo de carona
Leopoldo é um mal-humorado taxista, tem o costume de conversar apenas o necessário com seus clientes. Nem sempre foi assim, costumava ter os debates mais acalorados sobre tópicos que começavam em desenho animado e terminavam em política.
            Leo (como é chamado por seus familiares Leopoldo) mudou depois de começar a dar carona pela movimentada Cidade Tiradentes, sempre que tentava puxar assunto com os insanos moradores era surpreendido por alguma teoria da conspiração por causa de um mercado que trocou de nome ou um relato absurdo de assalto.
            No dia 21 de abril, Dia de Tiradentes, o taxista faturava com cidadãos que comemoravam a data sem saber o porquê. Foi nessa ensolarada ocasião que Leo quebrou uma de suas regras pessoais, deu carona a um homem em frente ao supermercado Extra (antigo Barateiro). O motivo da auto desobediência foi à cara de “bacana” e a bagagem do viajante. “Esse tá fisgado” pensou Leo.
            -Boa tarde - disse o viajante com notável empolgação – Vou para o aeroporto mais próximo, finalmente voltarei para terra de minas! Joaquim, aliás!
            -Boa, Joaquim – respondeu como de costume o motorista.
            A viagem foi horrível para Leo, Joaquim não parava de falar sobre como era um bom dentista, tinha até um apelido engraçado que lhe havia fugido da memória. Leo notou inúmeras cicatrizes que eram facilmente perceptíveis.
            Antes de sair, o mineiro disse uma enigmática frase que não chamou a atenção de Leo a princípio:
            -Agora que eu tô junto, posso enfim ser livre!
            Leopoldo achou que era alguma gíria mineira e não deu importância. Foi ligar os pontos somente no final da tarde, enquanto lia um panfleto sobre Tiradentes, as coincidências espetaram seus escassos cabelos, a única coisa que conseguiu dizer foi:
            -Cadê a minha aposentadoria que não chega?
Kaynã
Equipe Imprensa Jovem do Maurício

sexta-feira, 24 de maio de 2019

#Na Rua Especial


Cavalheiro de Tróia
https://pixabay.com/pt/photos/sapo-pr%C3%ADncipe-sapo-coroa-lagoa-2235629/
Eu me apaixonei
Por um príncipe encantado
Igual ele nunca amei
Nada pode dar errado;

Meu pai me alertou:
“ele não vale nada”
Minha mãe me avisou:
“não te merece como amada”;

Eu não quis ouvir
Pra mim era miragem
Com meu príncipe sem dormir
Fugi a carruagem;

Assim que nós chegamos
Foi tudo por água abaixo
O príncipe virou sapo
O palácio virou barraco;

Hoje eu vomito
Hoje eu sinto as feridas
Tenho um instinto assassino
Quando continua crescendo minha barriga.
Kaynã
Equipe Imprensa Jovem do Maurício

sábado, 18 de maio de 2019

#Na Rua Especial


Tragédia
https://pixabay.com/pt/photos/m%C3%A1quina-de-escrever-alfabeto-vintage-2306479/
Carro lotado
Mochila cheia
Roupas combinando
A hora chega;

Estavam à espera
Desde a infância
Ouvindo a palavra áspera
Sentindo a ânsia;

Encontrou uma pistola
Na gaveta do pai
Surge a ideia
A ficha cai;

Ele se cria forte
Deixa a capela
Busca suporte
Chama um colega;

Seu objetivo é claro
Só aguardam a glória
Nós chamamos de massacre bárbaro
Eles diriam que é história.
Kaynã
Equipe Imprensa Jovem do Maurício

sexta-feira, 10 de maio de 2019

#Na Rua Especial


Hoje eu tentei
Photo by Jordan Whitt on Unsplash
Hoje eu tentei acordar
Mas não encontrei força,
Ela veio me abordar
E me encolhi feito uma corça;

Hoje eu tentei comer
Mas não encontrei apetite,
Ela me fez esquecer
E sem perceber
Meu estômago chegou ao limite;

Hoje eu tentei sair
Mas não encontrei vontade,
Ela não me deixou ir
Talvez deixe pra mais tarde;

Hoje eu tentei dormir
Mas não encontrei sono,
Ela me fez cair
No pensamento do abandono;

Hoje eu tentei
De o meu corpo ter acesso,
Por causa dela me boicotei
Espero amanhã ter mais sucesso...
Kaynã
Equipe Imprensa Jovem do Maurício